Felipe VI diz que houve "inteligência" na transformação do Porto

Felipe VI destacou, ainda, o "auge do turismo", para o qual contribuiu "sem dúvida a magnífica reabilitação do centro histórico portuense"

No seu discurso na Câmara Municipal do Porto, o rei de Espanha, Felipe VI, mostrou "reconhecimento e admiração pela transformação impressionante que o Porto viveu nos últimos anos", uma "transformação em que houve a inteligência para saber combinar o ritmo dos tempos e para assumir plenamente a modernidade, com respeito pela história e tradição".

Um dos elementos centrais que contribuiu para essa mudança foi, segundo o monarca, a "pujança da Universidade do Porto e do seu Parque da Ciência e Tecnologia".

Felipe VI destacou, ainda, o "auge do turismo", para o qual contribuiu "sem dúvida a magnífica reabilitação do centro histórico portuense" e o "vinho do Porto, Património mundial da UNESCO".

Os reis de Espanha seguiram para a Fundação de Serralves, onde apenas permaneceram durante 20 minutos, quando a visita deveria ter demorado 45 minutos. Felipe VI e Letizia seguiram para a Casa do Roseiral. onde almoçam com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.