Federação da Educação quer reunião com ministro sobre "injustiças" nas colocações

FNE afirma que as colocações estão a prejudicar os professores, tendo impacto direto nas suas vidas

A Federação Nacional da Educação (FNE) pediu hoje uma reunião com o ministro da Educação para lhe levar "a insatisfação de milhares de docentes e técnicos" que consideram injusto o processo de colocação de professores.

Em comunicado, a FNE aponta uma "sucessão de injustiças" nas colocações que estão prejudicar os professores, com impacto direto nas suas vidas, como os que foram ultrapassados nas suas preferências de escola por colegas com graduação profissional mais baixa.

"Esta é uma decisão de exclusiva responsabilidade do Ministério da Educação que não tem a concordância da FNE nem nunca foi tratada em qualquer reunião do processo de negociação da revisão do diploma de concursos", afirma a organização sindical, que acusa a tutela de "discriminatória injustiça".

No processo de vinculação extraordinária, os professores contestam um número de vagas inferior ao esperado e a mesma situação de professores com maior graduação profissional serem preteridos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.