Fecha segundo colégio que perdeu contratos de associação

Instituto de São Tiago, em Proença-a-Nova, tinha uma turma por cada ano de início de ciclo financiada, perdeu duas e anunciou o encerramento

É mais uma colégio que não abre portas afinal este ano letivo. Numa semana, o Instituto de São Tiago, em Proença-a-Nova, é o segundo colégio com contrato de associação a encerrar portas.

A responsável pelo Instituto explicou ao DN que "sem a a verba anualmente transferida do Estado tornou-se inviável manter a escola a funcionar". Francelina de Sousa, diretora pedagógica, acrescenta que o colégio tinha uma turma por cada ano de ensino (do 5.º ao 12 anos) e perdeu todas as de início de ciclo, mais três de continuidade. Admite que "é uma situação constrangedora", mas que "os pais apesar de preocupados foram compreensivos, com a situação do colégio. Até porque sempre tivemos uma relação de proximidade com eles".

Ao JN, o presidente da câmara de Proença-a-Nova garantiu que os alunos têm lugar nas escolas públicas do concelho.

Este é o segundo caso esta semana, depois de na terça-feira, a cooperativa Ancorensis, em Vila Praia de Âncora, ter comunicado que também não conseguia funcionar sem os financiamentos públicos às turmas. Ao todo, 67 professores e funcionários vão ser despedidos e as escolas públicas vão receber 247 alunos que ainda frequentavam o colégio.

Recorde-se que os colégios acusam o governo de não cumprir os contratos trienais que assinaram com o anterior governo, cortando turmas que no seu entender estavam contratualizadas. O caso já chegou aos tribunais com providências cautelares decididas a favor de ambos os lados.

notícia atualizada às 15.29, com as declarações da responsável do Instituto São Tiago

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