FBI alerta Cibersegurança portuguesa: reponham valores de fábrica de routers

O FBI detetou um ataque de hackers originário da Rússia, que ameaçava introduzir um "malware" que iria assumir o controlo dos routers domésticos.

O Centro Nacional de Cibersegurança foi informado pelo FBI que um software malicioso poderia afetar os routers e recomendou às entidades públicas e privadas portuguesas que repusessem os valores de fábrica dos equipamentos e fizessem atualizações às últimas versões.

Fonte oficial disse hoje à agência Lusa que, na última quinta-feira, o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) recebeu uma informação do Federal Bureau of Investigation (FBI) norte-americano e no mesmo dia emitiu "um alerta para a rede nacional de entidades públicas e privadas que colaboram com o CNCS para a garantia da segurança do ciberespaço de interesse nacional".

As medidas para a mitigação do problema sugeridas passaram por "repor os valores de fábrica, reiniciar os equipamentos (routers) e realizar atualizações para as últimas versões disponíveis".

O FBI detetou um ataque de hackers originário da Rússia, que ameaçava introduzir um "malware" que iria assumir o controlo dos routers domésticos.

Segundo o jornal espanhol El País, os hackers poderiam anular por completo a ligação à Internet e levar a cabo ataques em massa.

Numa ação coordenada em grande escala, o malware poderia anular a Internet em bairros ou cidades inteiras, devido ao grande número de marcas afetadas, como Netgear, TP-Link e Linksys.

O FBI recomendava a reiniciação do router para desativar o malware, embora sem garantias.

Os especialistas da Cisco, empresa que terá detetado o ataque, sugerem a redefinição do dispositivo para as configurações de fábrica, de forma a assegurar que nenhum vestígio do vírus se mantenha no router.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.