Carlos César desvaloriza posição de Cavaco Silva

O antigo chefe de Estado, Cavaco Silva, manifestou-se contra a legalização da eutanásia

O presidente do PS afirmou-se hoje "satisfeito" por saber que o ex-chefe de Estado Cavaco Silva não vota em alguns partidos só por causa da questão da eutanásia, salientando, que na democracia representativa o parlamento é soberano.

Carlos César, também líder parlamentar da bancada socialista, falava aos jornalistas à entrada para o 22.º Congresso Nacional do PS, que hoje começa na Batalha, distrito de Leiria, depois de confrontado com declarações proferidas por Cavaco Silva sobre a questão da eutanásia.

Em declarações à Rádio Renascença, o ex-Presidente da República manifestou-se contra a legalização da eutanásia e apelou que, nas próximas legislativas, os portugueses votem contra os partidos que apresentaram projetos sobre este tema: PS, BE, PEV e PAN.

"Como cidadão, sem responsabilidades políticas, o que posso fazer para manifestar a minha discordância é fazer uso do meu direito ao voto contra aqueles que votarem a favor da eutanásia. Nas eleições legislativas de 2019 não votar nos partidos que apoiarem a legalização da eutanásia e procurar explicar àqueles que me são próximos para fazer a mesma coisa", disse o ex-chefe de Estado e antigo primeiro-ministro.

Na resposta, o presidente do PS manifestou-se "muito satisfeito que o professor Cavaco Silva não vote nos partidos só por essa razão" da morte medicamente assistida.

O presidente do PS afirmou que aquilo que o parlamento decidir na próxima terça-feira, na votação dos diferentes projetos sobre morte medicamente assistida, "é aquilo que irá vigorar"

"Por isso mesmo, tal não me merece mais nenhum comentário. Agora, há outra coisa que existe no nosso país, graças a pessoas que se bateram ainda antes do 25 de Abril de 1974: A democracia representativa e o papel soberano do parlamento", reagiu ainda Carlos César.

O presidente do PS acrescentou, então, que aquilo que o parlamento decidir na próxima terça-feira, na votação dos diferentes projetos sobre morte medicamente assistida, "é aquilo que irá vigorar".

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