EUA são culpados de "criminosa escalada de confrontação"

Jerónimo de Sousa aponta o dedo ao "imperialismo norte-americano". No palco esteve uma delegação do partido comunista norte-coreano

Sem nomear a administração americana de Donald Trump nem a Coreia do Norte, Jerónimo de Sousa acusou este domingo à tarde o "imperialismo norte-americano" de ser "responsável por uma criminosa escalada de confrontação que, a não ser travada, conduzirá a Humanidade à catástrofe".

Na cabeça de todos está a crise na península coreana, depois do regime de Pyongyang ter lançado mísseis em direção ao Japão e ter anunciado que testou com sucesso a "bomba H".

Para o secretário-geral do PCP, que falava no encerramento da Festa do Avante!, no Seixal, "nunca terá sido tão importante como o é hoje, ampliar e fortalecer a luta pela paz e pelo desarmamento - a começar pela não proliferação e abolição das armas nucleares".

Falando num palco onde estava representada uma delegação do partido comunista norte-coreano, Jerónimo acrescentou que é preciso cumprir os "princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional" e lembrou o "respeito do direito à autodeterminação e da soberania dos povos".

Fim da URSS foi "imenso recuo para paz e progresso"

Num momento do discurso em que fez uma leitura da atualidade internacional, o secretário-geral do PCP recordou que este ano passam 100 anos sobre a revolução de outubro, "a primeira revolução que se lançou na construção de uma sociedade nova, uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem, iniciando assim uma nova época - a época da passagem do capitalismo ao socialismo".

Com esta introdução deixou um elogio à antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). "A URSS e o sistema socialista marcaram as conquistas e avanços históricos conquistados durante o século XX pelos trabalhadores e os povos na sua luta de emancipação social e nacional. O seu desaparecimento representou um imenso recuo para as forças da paz e do progresso social, nos direitos dos trabalhadores e na soberania dos povos."

Ausente do discurso final de Jerónimo esteve a situação atual na Venezuela, apesar de na área internacional da festa estarem representadas duas delegações venezuelanas.

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Nuno Artur Silva

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