ETAR em Viseu que custou 31 milhões é inaugurada na quinta-feira por Marcelo

Será a primeira visita oficial do Presidente da República a Viseu

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugura na quinta-feira a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) Viseu Sul, um equipamento orçado em mais de 31 milhões de euros e que servirá 70% das necessidades do concelho.

Naquela que será a sua primeira visita oficial a Viseu, Marcelo vai deslocar-se ao final da tarde a Vila Chã de Sá para inaugurar a ETAR, que tem uma capacidade máxima de resposta a uma população de 90 mil pessoas.

Segundo a autarquia, "a ETAR Viseu Sul constitui, à sua dimensão, a mais evoluída estação de tratamento de águas residuais do país e é, simultaneamente, o maior investimento ambiental de sempre do concelho de Viseu".

"A primeira visita oficial do Chefe de Estado a Viseu é aguardada com especial expectativa e carinho e traduz a importância dos motivos que trazem o Chefe de Estado a Viseu. A ETAR Viseu Sul é uma referência ambiental nacional e um bom exemplo de aplicação dos fundos estruturais", sublinha o presidente da autarquia, Almeida Henriques.

A ETAR está preparada para receber e tratar, no mínimo, 12 milhões de litros por dia.

Comparticipada em 85% por fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), vai servir 90 mil utilizadores domésticos e industriais e usar a tecnologia inovadora de filtração por membranas, permitindo a desativação de algumas ETAR do concelho que já não cumpriam os normativos ambientais comunitários.

À noite, Marcelo Rebelo de Sousa vai visitar a secular Feira de S. Mateus, "a mais antiga feira franca viva da Península Ibérica e a principal feira popular histórica do país", refere a autarquia.

"A visita do Chefe de Estado faz também justiça à importância histórica, económica e turística da Feira de São Mateus", considera Almeida Henriques.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.