Estudantes e médicos pedem menos vagas nas faculdades

Mais de 2100 jovens iniciaram em janeiro o ano comum. Mas não haverá vagas para todos na altura de fazer a especialidade

As vagas abertas para formar médicos nas faculdades são a mais, dizem estudantes, diretores e médicos. No ano passado, a Associação Nacional de Estudantes de Medicina pediu ao Ministério do Ensino Superior a redução de 1800 para 1300 vagas num período de cinco anos. Nunca ouviu uma resposta direta do ministro Manuel Heitor, apenas um recado pelos jornais: enquanto faltarem médicos nos hospitais as vagas são para manter.

No ano passado, na primeira fase abriram 1441 vagas para Medicina, a que se juntaram mais 15% especiais para licenciados. As queixas centram-se na qualidade do ensino, que dizem estar a ficar comprometida pelo excesso de alunos. Alguns diretores de faculdades de Medicina subscrevem o pedido feito pelos estudantes de uma redução de 15% das vagas. Não são os únicos. Também a Ordem dos Médicos tem criticado o excesso de formação e pedido a redução do numerus clausus.

O acréscimo de alunos nas faculdades transforma-se também em números recordes de internos de ano comum (o primeiro de prática após a faculdade) e de especialidade nos hospitais. A questão, tem afirmado o bastonário José Manuel Silva, põe em causa a qualidade e a ética, dando o exemplo de 20 alunos em torno de um doente ou a redução do número de cirurgias que os internos precisam de fazer durante a formação.

Mas há ainda a questão do acesso inicial à formação. Em 2015, pela primeira vez, 114 jovens médicos ficaram sem acesso a uma vaga de especialidade. A falta de vagas para todos os que terminam vai continuar a repetir-se. No ano passado foram 158, sem contar com os 213 que desistiram do concurso. No início deste mês chegaram aos hospitais mais de 2100 médicos recém-licenciados para fazer o ano comum e outros 1600 para iniciar o internato da especialidade.

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