Irmãs de bebé de 18 meses estiveram sinalizadas por negligência

Família estaria sinalizada pela segurança social de Braga

A presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Póvoa de Lanhoso, Maria José Martins, afirmou que as duas irmãs do bebé que desapareceu na passada terça-feira, e foi encontrado esta quarta-feira pela manhã, foram acompanhadas pela CPCJ.

A notícia é avançada pelo Público. "No período compreendido entre novembro de 2013 e junho de 2014, decorreram processos de promoção e proteção a favor das suas duas irmãs, sinalizadas por negligência", afirmou Maria José Martins, citada pelo mesmo jornal.

Esta informação surge depois de um comunicado da CPCJ da Póvoa de Lanhoso ter informado "que não existem, nem nunca existiu, Processo de Promoção e Proteção a favor da criança que desapareceu na freguesia de Serzedelo, no Concelho da Póvoa de Lanhoso".

A família estaria sinalizada pela segurança social de Braga e, ainda relativamente à sinalização das duas meninas, Maria José Martins disse que "após intervenção desta comissão e de aplicação da medida de Apoio junto dos Pais, os processos foram arquivados e remetidos ao Tribunal de Família e Menores de Braga por incumprimento reiterado do Acordo de Promoção e Proteção, nos termos da Lei, passando a intervenção junto da família a caber em exclusivo a este Tribunal, a partir da data mencionada", cita também o Público.

O bebé de 18 meses que desapareceu ontem à noite da casa dos pais em Serzedelo, Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, foi encontrado e "está bem", indicou às 11:15 desta quarta-feira a GNR. A criança foi entregue às autoridades por uma moradora da zona que a terá encontrado a cerca de 900 metros de casa.

Desconhecem-se ainda as circunstâncias do desaparecimento da criança, que não era vista desde as 20:00 de ontem. O rapaz estava a brincar no exterior da habitação com o pai e as duas irmãs, os quais se deslocaram momentaneamente ao interior da casa. Terá sido nesse momento que o bebé desapareceu, segundo explicou aos jornalistas, ainda durante a noite, o comandante dos bombeiros locais.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?