Entrega das estrelas Michelin 2019 vai ser em Lisboa

Entrega dos prémios aos restaurantes de Portugal e Espanha será pela primeira vez em Portugal

Será Lisboa a primeira cidade portuguesa a acolher a cerimónia de entrega das estrelas Michelin para a Península Ibérica.

A realização do evento será no Pavilhão Carlos Lopes, a 21 de novembro, confirmou o Observador junto do responsável de comunicação da marca, Angél Pardo.

Ao DN o crítico gastronómico Fernando Melo confirmou que a cerimónia vai ser em Portugal, embora ainda não tivesse a indicação do local escolhido. "É a terceira vez que se fala que vai ser em Portugal, mas falava-se da Madeira ou do Algarve, não estava certo que seria em Lisboa", aponta.

Perante este anúncio, o crítico mostra-se satisfeito e espera, que a seguir ao anúncio da cerimónia acontecer em Lisboa, exista "a mesma bondade no número de estrelas". Ou seja, "esperamos que se chegue às 10 novas estrelas, como já tinha sido falado no ano passado, e em que afinal ficámos pelas sete novas estrelas".

O Expresso tinha avançado com a notícia no sábado, mas ainda não havia uma confirmação oficial. Está marcada uma conferência de imprensa para 25 de junho, na Câmara Municipal de Lisboa, onde vai ser feita a apresentação oficial da cidade como anfitriã da gala de entrega das estrelas em novembro.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.