Empresa que Paris Hilton promoveu em Portugal acusada de ser esquema em pirâmide

Ministério Público acusa 29 pessoas de esquema em pirâmide. Empresa prometia lucros de 300% e terá burlado mais de 300 mil pessoas em todo o mundo. Em Portugal, 150 apresentaram queixa

A empresa GetEasy prometia lucros de 300% aos seus investidores, num esquema que se revelou ser uma burla financeira em pirâmide.

Três anos depois do alerta do Banco de Portugal e de vários responsáveis terem sido detidos em Espanha, o Ministério Público (MP) acusou 29 arguidos e quatro empresas de burla qualificada, branqueamento e recebimento não autorizado de depósitos, escreve o Jornal de Notícias.

Em Portugal, apesar de haver milhares de investidores, foram registadas 150 queixas contra a empresa, que tinha sede fiscal em Macau. Nos dois anos em que operou em Portugal, passaram pelas contas nacionais da GetEasy 37 milhões de euros.

A GetEasy propunha a compra e posterior aluguer de geolocalizadores. Os clientes escolhiam um de vários pacotes, como o premium, em que era pedido um investimento inicial de 1200 euros e que daria acesso a um rendimento mensal de 200 euros.

O modelo terá sido importado do Brasil, onde o principal arguido, Luiz Ribeiro Pinto já estava a ser investigado em 2013 por causa da empresa BBom. Para promover os seus negócios, a GetEasy organizava eventos com figura públicas. Paris Hilton foi um desses casos, tendo estado em Portugal, no verão de 2014, para promover a marca.

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