Eleição de delegados ao congresso da JSD sob ameaça de providência cautelar

O grupo de André Neves defende que a Comissão Eleitoral independente está a impedir que a sua lista concorra hoje às eleições de delegados na concelhia de Lisboa.

A candidatura de André Neves à liderança da JSD afirmou hoje estar a ser impedida na concelhia de Lisboa de concorrer às eleições de delegados ao congresso, adiantando que "pondera interpor uma providência cautelar".

O próximo Congresso Nacional da JSD (Juventude Social Democrata) realiza-se entre 13 e 15 de abril na Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, e na corrida à sucessão do atual líder, o deputado Simão Ribeiro, estão o vice-presidente desta organização, André Neves, e a secretária-geral, Margarida Balseiro Lopes.

Em comunicado, o grupo de André Neves defende que, apesar de ter um parecer favorável da Comissão Nacional de Jurisdição da JSD, a Comissão Eleitoral independente, liderada por José Alfredo Oliveira, está a impedir que a sua lista concorra hoje às eleições de delegados na concelhia de Lisboa.

"A lista está a ser impedida de concorrer pela comissão eleitoral pelo facto de dois dos seus membros estarem filiados no concelho de Lisboa há menos de seis meses, apesar de estes constarem do caderno eleitoral que estará na mesa de voto e, por isso, terem capacidade eleitoral ativa e passiva. Aliás, antes de se candidatarem, ambos os militantes solicitaram ao Conselho de Jurisdição Nacional um parecer sobre se podiam, ou não, concorrer - e esse parecer foi positivo", refere o grupo de apoiantes de André Neves em comunicado.

As críticas desta candidatura estendem-se ainda à atuação da presidente da Mesa da JSD/Lisboa, Mafalda Cambeta, secretária-geral adjunta cessante desta organização e apoiantes de Margarida Balseiro Lopes.

Contactada pela agência Lusa, a adversária de André Neves na corrida à liderança da JSD, Margarida Balseiro Lopes, recusou-se a comentar estas queixas, alegando que suspendeu já as suas funções de secretária-geral da "jota".

O presidente da Comissão Eleitoral Independente, José Alfredo Oliveira, e a presidente da Mesa da JSD/Lisboa, Mafalda Cambeta - os dois dirigentes da "jota" mais visados pelas críticas da corrente de André Neves - não responderam até ao momento aos contactos feitos pela agência Lusa.

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