"Economia neoliberal pôs os pobres uns contra os outros"

O presidente da Cáritas lamenta as consequências do neoliberalismo que, defende, fomenta a pobreza encoberta porque os portugueses "culpam os pobres da condição de pobreza em que vivem".

Em entrevista n'O Estado da Nação, programa de entrevistas conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, Eugénio Fonseca dá como exemplo os "horríveis ataques ao rendimento social de inserção", que foram aproveitados de forma populista por alguns sectores da política portuguesa, para mostrar como os portugueses mantêm preconceitos em relação aos mais pobres, mesmo num País em que ter os rendimentos de um emprego não significa viver acima do limiar da pobreza.

O presidente da Cáritas trouxe três temas para esta conversa: o desemprego, a pobreza em Portugal e a luta contra a fome. Reconhece que "o plano de emergência social" colocado em prática pelo Governo foi oportuno e descreve o ministro da Solidariedade e Segurança Social como um homem de causas, mas não concorda com as "opções de cortes que se fizeram nas diferentes prestações sociais".

Diz que Portugal só não está na mesma situação da Grécia devido à "onda de solidariedade" que impede situações de pobreza ainda mais graves e sublinha que não tem havido uma política de proteção das pequenas e médias empresas. Sobre a atualidade, refere que o Governo "levou longe de mais a preocupação pela solução da dívida" e que, acima da dívida, estão as pessoas.

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