É urgente reestruturar ensino superior

Sem reestruturação urgente, o ensino superior entrará em colapso, alertam os reitores da Universidade de Lisboa (UL) e da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), que afirmam que o projeto de fusão não é solução para o resto do país.

Em entrevista conjunta à Agência Lusa, António Sampaio da Nóvoa (UL) e António Cruz Serra (UTL) concordaram que há instituições de ensino superior a mais para o tamanho do país e para o financiamento que vai diminuindo cada vez mais.

António Sampaio da Nóvoa afirmou que vai "deixar de haver dinheiro, o corpo docente vai começar a ter que ser dispensado e a chegar a patamares absolutamente mínimos, a qualidade dos cursos vai baixar e de repente isto pode entrar num processo de colapso".

Apontando a descida de "45 por cento" no financiamento público das

Por isso, a reestruturação é "urgente", defendeu, indicando que é uma tarefa "do Governo e de todos os atores e responsáveis".

As

Só "Bulgária, Roménia e Turquia" devem financiar menos as suas

"Isto é inacreditável", lamentou Cruz Serra, defendendo que é preciso que "a sociedade portuguesa, os políticos, o Governo e o Ministério das Finanças" entendam a necessidade de "contramedidas" para inverter esta situação.

O reitor da UTL reiterou que a par da descida do financiamento, as

Da parte da UL e UTL, não começaram o processo de fusão em curso por uma questão de sobrevivência, garantiu: "estas duas

António Sampaio da Nóvoa afirmou que "o impulso, as ideias" por trás da fusão podem até "inspirar outras instituições", mas rejeita que seja propriamente "um exemplo no sentido de fazerem a mesma coisa".

"A realidade do resto do país é muito diferente da realidade de Lisboa", frisou o reitor da Clássica, indicando que só na capital é que há mais do que uma universidade pública.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.