É oficial. Conselho de Ministros já indicou Rovisco Duarte para Exército

É o ponto único do comunicado da reunião de hoje do Governo. Tenente-general proposto para chefe do Estado-Maior do Exército

No único ponto do comunicado final da reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira, o Governo "deliberou propor ao Presidente da República a nomeação do tenente-general Frederico José Rovisco Duarte para o cargo de chefe do Estado-Maior do Exército, bem como a correspondente promoção ao posto de general".

Segundo indica o Executivo de António Costa, para esta proposta "foi ouvido o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e obtido parecer favorável do Conselho Superior do Exército".

Rovisco Duarte substitui Carlos Jerónimo, que se demitiu na sequência do pedido de explicações do ministro da Defesa sobre eventuais práticas de discriminação no Colégio Militar.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.