Diretores exigem mais poder na contratação de escolas

Nuno Crato quer docentes colocados mais cedo nas escolas e já chamou os diretores para discutir os concursos extraordinários.

O ministro da Educação prometeu que o próximo ano letivo seria preparado mais "atempadamente" e começou a fazê-lo ainda durante o primeiro período deste ano. Com dois concursos extraordinários de professores marcados para 2015 e depois dos erros e atrasos nas colocações dos contratados, o ministério decidiu ouvir, pela primeira vez, os diretores das escolas para discutir o próximo ano letivo. Estes pediram mais poder na contratação dos professores.

Chamados à Direção Geral da Administração Escolar (DGAE), em dezembro, os representantes dos diretores pediram que na contratação feita pelas escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e com autonomia se volte a "confiar mais nos diretores para que coordenem as contratações e que em vez de tranches de cinco candidatos para as entrevistas possamos chamar 20 de cada vez para o processo ser mais rápido", explica o presidente da assembleia-geral da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). Adelino Calado acrescenta que os diretores defenderam também que "a rede escolar esteja definida até ao final de maio" e as turmas fechadas até 31 de julho.

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