Direção do SEF suspende férias e folgas dos inspetores

À meia noite desta quarta-feira até às 00.00 de dia 14 a operação "Fronteira Branca" do SEF está no terreno para um controlo apertado de entradas e saídas do País

A direção nacional do SEF ordenou a suspensão dos dias de férias e folgas dos inspetores entre os dias 10 e 14 de maio - período da reposição e controlo documental em todas as fronteiras do país - para garantir o máximo de presença no terreno destes profissionais na operação de segurança preparada para a visita do Papa Francisco. As poucas exceções foram apenas para aqueles que tinham viagens já marcadas. O SEF tem atualmente 870 inspetores.

Apesar de preferir que "esta decisão não tivesse sido tomada", o presidente do sindicato dos inspetores, Acácio Pereira, "tolera e compreende" a medida "tendo em conta a situação excecional em causa". Esta segunda-feira à tarde foi esta estrutura sindical a dar um sinal da prioridade máxima que os inspetores deste serviço estão a dar à operação "Fronteira Branca" (designação escolhida por ser a cor da paz e das vestes habituais do papa Francisco), ao suspender a greve dos inspetores às horas extraordinárias durante estes dias. "Estamos perante um desígnio nacional e assumimos as nossas responsabilidades", sublinhou ao DN Acácio Pereira.
Fonte oficial do SEF, por seu lado, assinala que "considerando a dimensão, as características, a complexidade do evento, a sua visibilidade mediática, o enorme afluxo de pessoas esperado e o contexto atual de ameaça, é manifesta a necessidade de garantir a segurança interna, através de medidas adequadas, entre as quais, a prevenção da entrada em território nacional de cidadãos ou grupos cujos comportamentos possam ser suscetíveis de comprometer a segurança dos cidadãos nacionais e estrangeiros que participarão no evento".
Para o reforço do controlo fronteiriço, o SEF vai contar com o apoio da GNR, da PSP, da Polícia Marítima, da PJ e das secretas. Segundo adianta ainda a direção desde serviço de segurança, Nas fronteiras aéreas existem nove pontos de passagem autorizada em aeroportos e aeródromos; nas costa marítima são 21 e nas terrestres há também nove. O SEF identificou várias dezenas de outros possíveis pontos de entrada não autorizada e conta com o apoio das outras forças de segurança para os vigiar.
O SEF conta ainda com apoio da polícia espanhola (11 operacionais) e francesa (um) em alguns postos fronteiriços.