Dia do dador em ano de protestos e polémicas

O Dia Nacional do Dador de Sangue é hoje comemorado na sombra de polémicas recentes como o fim das taxas moderadoras na Saúde para os dadores e a destruição de plasma doado sem ser utilizado.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, participa, em Lisboa, numa cerimónia evocativa da efeméride que tem ainda a particularidade de ser a primeira realizada desde a fusão do Instituto Português do Sangue com os centros de Histocomptabilidade, formando o Instituto de Português do Sangue e da Transplantação (IPST).

No início do ano, várias associações insurgiram-se contra o fim das isenções de taxas moderados nos serviços públicos de saúde de que beneficiavam os dadores regulares de sangue, medida inserida no vasto pacote de austeridade decretado pelo governo.

Posteriormente, o setor voltou a ser abalado pela redução do sangue armazenado, por um lado, e pela destruição de plasma doado que não era utilizado para transfusões.

A questão levou mesmo o presidente do IPST a ser chamado ao Parlamento para ser questionado e dadores manifestaram o seu descontentamento com a alegada má gestão do sangue que doavam, destruindo os seus cartões de dadores e remetendo-os para o IPST.

Na Assembleia da República, o presidente do Instituto, Helder Trindade, disse não ter explicação para a quebra nas reservas, mas avançou com hipóteses prováveis como o protesto pelos cortes nas taxas moderadoras e pela destruição de lotes não utilizados, além do surto de gripe registado durante o inverno. Em fevereiro, registaram-se menos 3000 dádivas de sangue do que no mesmo mês do ano anterior.

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