Despesas controladas e imposto sobre o "luxo" só acima de 1 milhão

Marques Mendes revelou que a execução orçamental de agosto mostra que a receita está abaixo do previsto, mas a despesa está "claramente controlada". O comentador disse ainda que o novo imposto sobre imóveis nunca será aplicado a património abaixo de 1 milhão de euros.

Marques Mendes revelou também que a Comissão Europeia exige ao Governo uma redução do défice de um ponto percentual em relação a este ano, ou seja de 1,4%, o que é "um esforço enorme". O governo está a defender um défice de 1,8% para o próximo ano.

Na sua habitual rubrica na SIC, Mendes frisou que no Orçamento do Estado para 2017 acaba a sobretaxa de IRS, mas aumentam os impostos indiretos e de património. Sobre o novo imposto sobre o património, que classificou de TSU de Costa, o comentador político considerou que vai dar uma receita muito baixa e deixar sequelas: Costa é acusado de ir a reboque do BE e perde sobretudo investidores que "ficaram assustados e com o pé atrás".

O antigo líder do PSD criticou ainda o "espetáculo deprimente" que o PS e PSD deram ao país sobre o financiamento partidário ao darem a entender que queriam acabar com o corte de 10% nos apoios financeiros que o Estado dá atualmente aos partidos, e que vigora desde 2010. Mendes lembrou que o PSD deu uma "cambalhota de 360º" ao vir dizer que queria tornar os cortes definitivos e afirmou que o PS, meio falido, ainda está a tentar que o aumento dos 10% se possa concretizar.

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