Depois de Setúbal, é em Portel que as bombeiras se mostram em calendário

"Não pretendemos tirar fotografias despidas", avisa uma das bombeiras que figura no calendário.

A Associação Humanitária dos Bombeiros de Portel passa por uma fase de dificuldade financeira. Como resposta, as bombeiras da corporação de Portel vão figurar num calendário para 2015, em fotografias em pose de ação.

"Ao início foi um pouco constrangedor, mas depois fomos ganhando confiança", disse Helena Correia, uma das bombeiras da corporação, ao Correio da Manhã.

O calendário é uma das iniciativas da corporação para angariar dinheiro para a Associação. As bombeiras sublinham, porém, que não figuram despidas no calendário. "Nós não pretendemos tirar fotografias despidas", disse à RTP uma das participantes nas sessões fotográficas com o fotojornalista Hugo Raínho. "Queremos tirar fotografias que acima de tudo consigam exemplificar e dignificar a nossa farda".

"Andamos aqui um bocado com a corda na garganta e então surgiram estas ideias", contou ao mesmo canal de televisão o comandante dos bombeiros voluntários de Portel, Arsénio Grilo, "a ver se conseguimos angariar algum dinheiro para fazer face à situação".

A SIC fez uma reportagem sobre o calendário das bombeiras de Portel

Não são a primeira corporação de bombeiros a ter esta ideia. No ano passado, o grupo dos Bombeiros Sapadores de Setúbal fez um calendário para 2014, cujos lucros reverteram para uma instituição de solidariedade social.

O calendário dos bombeiros de Portel continua em produção, mas estará disponível a partir do final de novembro.

Ler mais

Premium

robótica

Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...