Defesa já apoiou 431 deficientes militares e cuidadores em ano e meio

Plano de Ação para Apoio aos Deficientes Militares aprovado pelo governo anterior visa apoiar pessoas envelhecidas.

O Ministério da Defesa já apoiou 431 deficientes militares e cuidadores entre novembro de 2015 e abril deste ano, num universo aproximado de 6500, a evitar ou corrigir situações de dependência, precaridade, isolamento ou exclusão.

A informação foi dada esta segunda-feira pelo ministro da Defesa, Azeredo Lopes, na cerimónia do 43º aniversário da Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), a que assistiram figuras como Ramalho Eanes, Adriano Moreira, Eduardo Lourenço, os deputados Miranda Calha e João Rebelo ou chefes militares, entre outros.

O "objetivo fundamental" daquele plano aprovado pelo anterior ministro da tutela, José Pedro Aguiar-Branco, "é o de promover a saúde, a qualidade de vida, a autonomia e o envelhecimento bem-sucedido dos deficientes militares", referiu Azeredo Lopes.

Além desse exemplo de apoio aos deficientes militares, Azeredo Lopes referiu o projeto de criar um Centro de Recursos de Stress em Contexto Militar, a fim de recolher, organizar e divulgar o "conhecimento disperso" sobre o tema do chamado stress de guerra.

A causa dos deficientes militares "é justa" e um "dever básico de um Estado responsável", sublinhou Azeredo Lopes, depois de afirmar que "o Estado pode e deve estabelecer como uma das suas prioridades as políticas de proteção e justa compensação dos deficientes das Forças Armadas".

Esse é um "imperativo jurídico, político e moral", enfatizou o governante, que interveio depois do filósofo José Gil ter abordado a questão do mito colonial que levou um milhão de portugueses para "uma guerra injusta".

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