Deco alerta para máscaras de Carnaval perigosas à venda

Deco comprou 16 artigos de Carnaval. Após análise, concluiu que metade é facilmente inflamável e com lacunas em termos de rotulagem.

A associação de defesa dos consumidores Deco comprou 16 artigos de Carnaval em lojas e hipermercados de Lisboa e concluiu que metade apresentava perigo para as crianças, por arder facilmente.

A compra foi feita, nas duas últimas semanas de janeiro, em lojas da especialidade e em grandes superfícies comerciais da capital, escolhidas aleatoriamente, disse à Lusa Teresa Belchior, técnica da Deco, responsável pelo estudo, hoje divulgado.

Segundo a técnica, oito dos artigos - fatos, máscaras, plumas e barbas - eram facilmente inflamáveis, ardiam "ao fim de alguns segundos" quando colocados perto do fogo, com as chamas a propagarem-se a uma velocidade "acima do permitido por lei".

Teresa Belchior adiantou que os adereços analisados tinham também lacunas em termos de rotulagem, como a indicação errada de 'este produto não é um brinquedo', apesar do tamanho do artigo ser adequado para menores.

A Deco - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor indicou que vai expor o assunto à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, exigindo "a aplicação de sanções às empresas que contribuem para a exposição das crianças a perigos acrescidos".

A associação anunciou que irá disponibilizar um formulário na Internet para a denúncia de brinquedos perigosos.

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