Debate marcado pelo dinheiro que falta para as Artes e que sobra para a banca

"Continua a faltar dinheiro para muita coisa, para a banca é que nunca falta", acusou o PCP

O debate quinzenal ficou marcado pelos apoios às Artes, com o primeiro-ministro, António Costa, a admitir que o Governo se explicou mal e a abrir a porta a rever o modelo, depois de ser avaliado. António Costa refugiou-se em dois argumentos para defender a sua posição: 1) que houve um tempo para discutir e debater o modelo, que esteve a ser preparado durante dois anos, e que durante esse tempo ninguém questionou o atual modelo de financiamento para a Cultura; e 2) que os reforços de verbas fazem aumentar o orçamento do setor para um valor acima do que era em 2009.

Os parceiros parlamentares do PS e os partidos da oposição não se mostraram convencidos com a argumentação do primeiro-ministro mas por motivos diferentes: à esquerda, por se continuar a privilegiar o défice ("Continua a faltar dinheiro para muita coisa, para a banca é que nunca falta", atirou Jerónimo de Sousa); à direita, por revelar uma "austeridade escondida e encapotada", como acusou Assunção Cristas. Mas a esquerda não deixou de ironizar com o súbito amor da direita pelas artes, como apontou Catarina Martins ao recordar uma frase antiga de Rui Rio, quando era presidente da Câmara do Porto: "Quando ouço falar de cultura saco logo da máquina de calcular."

O debate esteve também centrado nas questões laborais e passou pelo Novo Banco. Costa recordou o que tem feito o seu governo e recusou que a nacionalização do antigo BES fosse solução, dizendo que essa fatura seria bem mais pesada. "Esperemos que eu esteja enganado", disse-lhe Jerónimo

Foi assim o debate no parlamento:

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