Dádiva de sangue recusada por ser de homossexual

A unidade móvel de recolha de sangue do Instituto Português do Sangue e Transplantação do Hospital Santa Maria, em Lisboa, recusou a dávida de sangue de um estudante de medicina de 23 anos por este ser homossexual.

O caso foi denunciado pelo Bloco de Esquerda (BE), que há dois anos fez aprovar uma resolução parlamentar contra uma prática que considera discriminatória. O potencial dador - que costuma dar sangue duas vezes por ano - foi informado, desta vez, de que o seu processo seria cancelado visto "a homossexualidade ser um critério que exclui a possibilidade de dádiva de sangue".

O homem em causa questionou quanto tempo teria que estar em abstinência sexual até poder dar sangue tendo-lhe sido respondido que "nunca mais poderia dar sangue porque é homossexual". João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda explicou ao DN que lhe foi "liminarmente recusada esta dávida ao potencial dador devido à sua orientação sexual", diz o deputado.

Ao estudante foi-lhe questionado se tinha múltiplos parceiros sexuais, ao que respondeu negativamente, e se utilizava preservativo, ao que respondeu que sim e que tinha o mesmo parceiro há um ano.Afirmou ainda que não tinha comportamentos de risco, ao que a profissional de saúde respondeu :"não possa fazer nada, são regras". O BE enviou ao Governo e à Assembleia da República a questionar as razões desta discriminação

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