Cristas acusa Medina de "embelezar cidade" e esquecer "necessidades básicas"

Líder do CDS-PP afirmou que as prioridades da Câmara de Lisboa estão desfocadas

A líder do CDS-PP e candidata à Câmara Municipal de Lisboa (CML), Assunção Cristas, acusou hoje Fernando Medina de se preocupar em "embelezar a cidade" deixando para segundo plano as "necessidades básicas" das pessoas.

"A prioridade da Câmara Municipal de Lisboa está completamente desfocada. A Câmara foca-se, gasta dinheiro, dá prioridade e urgência a obras de embelezamento da cidade e não a obras que têm a ver com o quotidiano e com as necessidades básicas das pessoas", como é exemplo o caso da rua Damasceno Monteiro, acusou Assunção Cristas, no final de uma visita à Escola EB 1. Arq. Victor Palla, em Lisboa.

A líder centrista justificou a visita à escola básica em questão por esta ser de gestão camarária e se deparar com diversos problemas e um "nível de degradação avançado", lembrando que o estabelecimento de ensino necessita de obras de intervenção "há vários anos" e que, até agora, apesar de já existir um projeto pronto para ser executado, a intervenção ainda não começou.

"O que aqui vemos é uma escola bonita de raiz, mas muito degradada, que precisa de intervenção há vários anos, havendo projeto feito e planos para as obras já terem começado, mas ainda não arrancaram", afirmou Assunção Cristas, adiantando que este ano letivo existem menos turmas para que se pudessem adaptar às obras que se avizinhavam no início do ano letivo.

Assunção Cristas mostrou-se ainda chocada com aquilo que viu na escola, onde chove nas casas de banho que existem nos dois andares do edifício e onde há turmas a terem aulas em contentores, explicando que se trata de uma "situação grave" que se replica em outras escolas.

"Temos 10 anos de câmara socialista que não fez obras nesta nem em outras escolas. A nós choca-nos constatar o que se passa nesta escola e em tantas outras, com aquilo que se passa em outras áreas em que vemos o presidente da Câmara a inaugurar ruas, passeios e praças, que de facto embelezam a cidade, mas talvez não sejam tão prioritárias e urgentes quanto estas escolas", reiterou.

Assunção Cristas garantiu que as suas prioridades caso estivesse à frente da CML seriam diferentes e mais focadas naquilo a que chama de "Lisboa esquecida", quer seja das escolas, quer seja dos bairros sociais, adiantando que "há vários meses alerta para o abandono e esquecimento a que os bairros sociais estão votados".

Quanto à ação da autarquia em relação à queda de parte do muro (propriedade privada) do condomínio Vila da Graça, no bairro Estrela d'Oiro, que ruiu pelas 05:40 de segunda-feira, provocando um deslizamento de terras para as traseiras de quatro edifícios da rua Damasceno Monteiro (dos números 104 ao 110), Assunção Cristas considera que se trata de mais um "desfoque das prioridades" da autarquia.

"Esse foi um caso de omissão da CML em relação a questões básicas da cidade, a segurança no caso de muros, deslizamento de terras, tudo isso tem a ver com questões básicas de segurança da cidade que precisam de monitorização", explicou, aditando que se trata de "mais um exemplo de desfoque das prioridades".

De acordo com a líder do CDS-PP, este é "mais um exemplo de uma câmara que só olha para aquilo que enche o olho e não olha para coisas básicas que estão mais escondidas, mas que depois na prática são aquelas que interferem com a vida das pessoas".

"A verdade é que a situação estava sinalizada há muito tempo na CML", acusou a candidata à Câmara de Lisboa.

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