Cristas reeleita líder do CDS por quase 90%

Luís Queiró, reeleito presidente da mesa do congresso nacional do CDS-PP, acabou de anunciar os resultados das eleições internas no partido

A comissão política da líder do CDS-PP, Assunção Cristas, foi eleita com 89,2% dos votos, menos do que no último Congresso, e perdeu três lugares no Conselho Nacional.

Há dois anos, a direção de Assunção Cristas tinha sido eleita com 95,59% dos votos.

A lista da direção ao Conselho Nacional, encabeçada por António Lobo Xavier, conseguiu 51 dos 70 lugares (72,8%), enquanto a lista liderada por Filipe Lobo D' Ávila elegeu 13 conselheiros (18,5%) e a da Tendência Esperança em Movimento (TEM), cujo primeiro nome é Abel Matos Santos, seis (8,5%).

No anterior Congresso, em Gondomar (Porto), havia apenas duas listas concorrentes ao Conselho Nacional: a de Assunção Cristas, que conseguiu 54 lugares (75,48%), e a de Filipe Lobo D'Ávila que alcançou 23,08%, correspondente a 16 lugares, menos três do que elegeu neste Congresso.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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