Cristas quer renovar apoio a Rui Moreira e defende candidatura "forte" em Lisboa

Nova presidente do CDS desvenda parte da sua estratégia para as autárquicas do próximo ano. E avisa que não há "receita única" para todo o país

Assunção Cristas não perdeu tempo e começou logo no discurso de consagração a dizer ao que vem. A nova presidente do CDS-PP já tem os olhos postos nas eleições autárquicas do próximo ano e levantou o véu sobre a sua estratégia. Desde logo, em Lisboa, onde quer uma candidatura "forte, ambiciosa e mobilizadora", e também no Porto, município onde quer renovar o apoio ao independente Rui Moreira, conforme os centristas fizeram em 2013.

No discurso de encerramento do 26.º Congresso dos democratas-cristãos, que decorreu em Gondomar, Cristas notou que "não existe uma receita única" para o sufrágio - que terá lugar no outono do próximo de 2017 - mas existe uma orientação geral: reforçar a posição do CDS no poder, o que passa também pela continuidade "dos projetos que esteja a correr bem".

"Posso dar o exemplo da Câmara do Porto. O CDS apoiou desde a primeira hora a candidatura independente de Rui Moreira e com ele temos governado a autarquia. Se decidir candidatar-se de novo, proporei aos órgãos do CDS a renovação do apoio à sua candidatura", antecipou.

Sobre a Câmara Municipal de Lisboa, liderada por Fernando Medina do PS, e para a qual o seu nome tem sido insistentemente referido, Assunção Cristas realçou a coragem de o partido "abraçar desafios exigentes".

"Proporei que o CDS apresente à Câmara de Lisboa uma candidatura forte, ambiciosa e mobilizadora, que honre o nosso passado autárquico protagonizado por Nuno Abecassis. Seria muito bom podermos mostrar numa grande cidade do que é que o CDS é capaz", acrescentou.

Já nos casos em que as coligações locais com o PSD estejam a funcionar bem, a sucessora de Paulo Portas notou que elas devem continuar, apontando como exemplos Aveiro e Cascais.

"E, claro, que nas cinco câmaras onde governamos com maioria, no Continente e nas ilhas, vamos trabalhar para as manter", observou, dando ênfase ao facto de querer continuar a deixar o que diz ser o cunho do partido no poder local: devolução do IRS aos contribuintes, IMI amigo das famílias, atração do investimento, pagamento a tempo e horas, redução de dívidas.

Com Lusa

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