Cristas quer CDS a "disputar a primeira liga"

"Queremos ser o primeiro partido no espaço do centro e da direita", afirma líder do CDS. Reforçando: "O CDS é a única alternativa" às "esquerdas encostadas"

Líder centrista salienta que partido venceu todos os desafios eleitorais que enfrentou desde 2016 e afirma nova ambição eleitoral.

"Sim, é possível chegar a outro patamar! Sim, é possível disputar a primeira liga", disse esta tarde Assunção Cristas, quanto às ambições do seu partido para as legislativas de 2019.

Afirmando reiteradamente o CDS como tendo a ambição de falar para "todos", Cristas disse: "Somos o partido alternativo ao socialismo que nos governou anos demais, nos endividou anos demais, nos empurrou para a ajuda externa vezes demais."

Ou seja: "Queremos ser o primeiro partido no espaço do centro e da direita, sem hesitações, sem complexos, com 40 anos de história atrás de nós a inspirar os muitos anos que temos pela frente."

Sem fazer nenhuma referência explícita ao PSD, Cristas foi mesmo mais longe ao dizer que "o CDS não só é a alternativa como é a única alternativa". Aplaudida de pé pelos congressistas no final do seu discurso, apelou: "Vamos para a rua, vamos trabalhar!"

As referências críticas reservou-as a líder centrista para o Governo de António Costa e a 'geringonça' em geral - "as esquerdas encostadas", como insistiu em dizer. Estas - disse - "não têm uma visão de futuro para o país", são "imobilistas", "escondem a austeridade" que se vê "na degradação dos serviços públicos essenciais" e são incapazes de "baixar a carga fiscal".

Contra isto, Assunção Cristas afirma o CDS-PP como "o partido que prepara o futuro", advogando o único caminho que conhece: "jogar por antecipação". "Quando os outros estão a pensar nós já lá estivemos, quando os outros lançam um tema nós já o tratamos ou rapidamente colocamos em cima da mesa das nossas ideias".

Neste quadro do "jogar por antecipação", a líder centrista anunciou que o CDS vai levar a votos no Parlamento - onde disse que seu partido tem "a melhor bancada" - o Programa de Estabilidade que o Governo terá de apresentar brevemente, e que "enformará" a preparação do próximo Orçamento do Estado. Isto para que "fique absolutamente claro que as esquerdas estão bem unidas" e apresentando o CDS "propostas alternativas".

Cristas procurou ainda dissuadir discussões internas sobre supostos afastamentos ou não do partido em relação à sua "matriz democrata-cristã". Garantindo que essa matriz é o "eixo" em redor do qual roda a ideologia do partido, a líder do CDS salientou no entanto que "a doutrina não se proclama mas põe-se em ação".

Concluindo: "Não esqueço nem o nosso programa nem a nossa história mas não me peçam, por um segundo que seja, que me perca em discussões e esqueça quem precisa de ajuda, de orientação, de apoio, para subir na vida e para darem melhor futuro aos nossos filhos".

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Anselmo Borges

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