Cristas diz que documento cumpre as regras mas não faz país crescer

Assunção Cristas defendeu que pior do que um mau Orçamento é não ter Orçamento de todo ou um Orçamento que não passe em Bruxelas

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou esta terça-feira que o Orçamento do Estado "cumprirá certamente as regras" mas não cumpre o objetivo de pôr o país a crescer, reagindo às primeiras indicações da Comissão sobre o documento.

"Este Orçamento cumprirá certamente as regras, isso é o que compete à Comissão Europeia avaliar, mas não cumpre, na nossa perspetiva, um exercício para pôr o pais a crescer economicamente, ou seja, a gerar riqueza, a estimular o investimento, a ajudar às exportações e garantir que nós conseguimos ter um crescimento económico sustentável que nos crie postos de trabalho", afirmou Assunção Cristas.

A líder centrista falava aos jornalistas após um almoço-debate promovido pela Câmara de Comércio Luso-francesa, num hotel de Lisboa.

"Pior do que um mau Orçamento é não ter Orçamento de todo ou Orçamento que não passe em Bruxelas", começou por dizer Assunção Cristas, reiterando que o documento "é mau para os portugueses, é mau para as empresas, não tem medidas que ajudem a relançar a atividade económica e que garantam que haja um crescimento sustentável".

Cristas reiterou o empenho do CDS em "apresentar propostas que mostram como seria possível fazer diferente", na discussão na especialidade do Orçamento do Estado (OE) para 2017, que decorre na Assembleia da República, sublinhando a redução progressiva do IRC e o crédito fiscal ao investimento.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mostrou-se satisfeito com as primeiras indicações de Bruxelas sobre o Orçamento do Estado para 2017.

"Os indicadores vão no sentido de que o primeiro juízo de Bruxelas é o de não considerar preocupante a situação económico-financeira portuguesa", afirmou aos jornalistas em Viseu, onde esta terça-feira inaugurou o novo Centro de Inovação Tecnológica da IBM.

Marcelo Rebelo de Sousa congratulou-se por a Comissão Europeia considerar que as perspetivas orçamentais, "quer em termos de execução em 2016, quer em termos de orçamento para 2017, cabem na linha de compromissos europeus assumidos por Portugal".