Cristas compra romances e poesia na feira e aconselha livro de autoajuda a Costa

Durante a visita à feira do livro, a líder do CDS-PP repetiu as críticas ao Governo pela rutura das negociações com os sindicatos dos professores

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, fez hoje uma rápida visita à Feira do Livro, em Lisboa, comprou romances, poesia para si e para a família e aconselhou um livro de autoajuda para o primeiro-ministro.

"Ai... isso agora é muito difícil. Talvez [aconselhe] um livro de autoajuda. O primeiro-ministro precisa de muita ajuda para conseguir manter a sua solução de governo a funcionar. As esquerdas já estiveram mais encostadas", disse a líder centrista, depois de visitar alguns stands das editoras.

Vinda do parlamento, do debate quinzenal com António Costa, e a caminho do aeroporto, de onde parte para uma visita a Timor-Leste, Assunção Cristas guardou 45 minutos para ir comprar livros: uns são livros infantis, para os filhos, outros para a própria ler.

A líder do CDS-PP explicou que tem por hábito ir com a família visitar a feira, que considerou ser "uma tentação", porque gosta muito de "livros e de ler".

E é "um programa por excelência" para ensinar as crianças, os filhos, a gostar da leitura e dos livros, acrescentou.

Assunção Cristas subiu e desceu uma das ruas da feira, comprou dois sacos de livros e recebeu um balão azul em forma espada, feito por um palhaço que aproveitou para pedir que levasse "cumprimentos ao senhor Marcelo", o Presidente da República.

De resto, de política repetiu, por outras palavras, as críticas ao Governo pela rutura das negociações com os sindicatos dos professores e defendeu o diálogo com os docentes.

"O Governo tem que conseguir sentar-se com as pessoas que possam fazer esse caminho [de diálogo] para encontrar uma solução. Não é aceitável um Governo a fechar a porta. Há que dialogar, trabalhar e encontrar uma solução", disse.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.