Cristas acusa Governo de contradizer o que apregoa por criar estágios não remunerados

Líder do CDS-PP discursava, num restaurante de Mourão, durante o jantar de apresentação da candidatura de Ana Bravo à presidência daquele município

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, acusou este sábado o Governo de se contradizer "com aquilo que anda a apregoar", numa reação à notícia da existência de estagiários não remunerados em funções permanentes num organismo do Estado.

Assunção Cristas discursava, num restaurante de Mourão, no distrito de Évora, durante o jantar de apresentação da candidatura de Ana Bravo à presidência daquele município nas próximas eleições autárquicas.

Quando falava sobre a importância de se atrair investimento para Mourão que crie emprego estável e de futuro, a líder democrata-cristã abriu um "parêntese" para dizer que o CDS-PP não está a fazer como o atual Governo.

O Executivo "fala muito de precariedade, mas, afinal, dentro de si próprio, o que faz é criar estágios não remunerados, contradizendo-se totalmente com aquilo que andar a apregoar", afirmou.

O Diário de Noticias revela na edição de hoje que o Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros (CEJUR) abriu uma nova unidade, com a função de avaliar o impacto das leis, que é maioritariamente constituída por estagiários. São quatro estagiários, contra dois consultores economistas do próprio centro. Os estágios - curriculares, não remunerados - foram divulgados junto de alunos de várias universidades.

Sobre a candidatura do CDS-PP à Câmara de Mourão, a presidente do partido disse que não se desloca pela dimensão dos concelhos, mas sim pela "qualidade das candidaturas e pelo interesse das pessoas em enriquecerem as suas terras".

"Acho que vamos ter uma grande alegria" no dia das eleições autárquicas, a 01 de outubro, "pela qualidade da nossa candidata, pelo rasgo, pela criatividade e pela vontade de fazer", referiu Assunção Cristas.

A economista e empresária Ana Bravo, que encabeça a lista à câmara pela coligação formada pelo CDS-PP, Partido da Terra -- MPT e Partido Popular Monárquico (PPM), afirmou no seu discurso que a vila alentejana "precisa de gente que a coloque no mapa".

"Tenho apostado imenso em Mourão, porque considero que é um diamante em bruto, que está parado no tempo, não só nos últimos 30 anos de PS, mas até há mais uns anos para atrás", disse, lamentando que ninguém olha para "todo o potencial que esta terra tem".

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Rosália Amorim

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