Crimes violentos caíram 23% na Amadora desde introdução de videovigilância

A presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, fala na "perspetiva" de alargar o sistema de videovigilância a outras zonas do conselho

A criminalidade violenta no município da Amadora caiu 23 por cento desde que foi instalada a videovigilância no concelho, há um ano, disse hoje à agência Lusa a presidente da autarquia, Carla Tavares.

O município da Amadora, no distrito de Lisboa, tem, desde 11 de maio de 2017, 103 câmaras de videovigilância em funcionamento nos espaços públicos.

Em declarações à Lusa, a presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares (PS), fez um balanço "muito positivo", sublinhando que a medida tem contribuído para criar na população "um sentimento de maior tranquilidade".

"Das várias reuniões que tive com a PSP posso dizer que o balanço que é feito é muito bom, existindo, inclusive, uma perspetiva de poder alargar este sistema a outras zonas do concelho", apontou a autarca.

A videovigilância no concelho "começou por ser polémica", mas hoje existem alguns habitantes que pedem para que seja instalado este sistema nas suas ruas

Segundo dados apontados pela PSP à autarquia, desde que o sistema foi instalado, há precisamente um ano, houve uma diminuição de 23% dos crimes violentos e de 20% do crime geral.

Carla Tavares referiu que a decisão de instalar a videovigilância no concelho "começou por ser polémica", mas que hoje existem alguns habitantes que pedem para que seja instalado este sistema nas suas ruas.

Quanto ao futuro, a autarca explicou que a licença para o funcionamento deste sistema é de apenas dois anos e que findo este prazo terá de ser reenviado um novo pedido à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD).

A instalação das 103 câmaras representou um investimento municipal de um milhão de euros, acrescido de cerca de 900 mil euros na rede de fibra ótica

Uma das zonas que poderá beneficiar deste sistema no futuro será a freguesia de Alfragide, que neste momento conta apenas com uma câmara de videovigilância, instalada à entrada da localidade.

A autarca referiu ainda que o município tem sido abordado por outros municípios interessados em implementar também este sistema.

A instalação das 103 câmaras representou um investimento municipal de um milhão de euros, acrescido de cerca de 900 mil euros na rede de fibra ótica.

As imagens captadas, sem som, são controladas e gravadas 24 horas por dia na Divisão da Amadora da PSP e podem ser visionadas no Comando Metropolitano de Lisboa, em Moscavide, através de uma ligação à Rede Nacional de Segurança Interna.

As câmaras captam imagem em áreas urbanas e comerciais consideradas críticas, nomeadamente na zona central da cidade e na Reboleira, Venteira, Venda Nova, Damaia, Brandoa e Alfornelos.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.