Costa responde à direita: foi Governo PS que virou a página do 'lixo'

"A direita bem pode dizer que teria feito o mesmo. Há uma coisa que nós sabemos: não fez e nós fizemos", vincou o primeiro-ministro

O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou hoje que foi o Governo PS que "virou a página do 'lixo'", em resposta à reação dos partidos da direita sobre a subida do país nas avaliações das agências internacionais de 'rating'.

"A direita bem pode dizer que teria feito o mesmo. Há uma coisa que nós sabemos: não fez e nós fizemos", vincou o líder socialista e primeiro-ministro num comício de apoio à candidatura do PS à Câmara de Bragança, um concelho PSD há 20 anos.

Costa sublinhou que é "importante" como foram alcançados estes resultados, não aumentando impostos e não cortando salários e pensões".

"Tivemos melhores resultados com menos sacrifícios para os portugueses e portuguesas", insistiu.

Costa apontou o "reconhecimento" do Fundo Monetário Internacional (FMI) do "progresso que Portugal" fez e o facto de "as agências de 'rating' estarem a reconhecer" que o país está "no caminho positivo", lembrando que ainda na sexta-feira uma agência, a Standard & Poors (S&P), retirou Portugal do nível 'lixo'".

"Muitos diziam que, não só isto não era possível, como era preciso agravar a austeridade com cortes de 600 milhões de euros nas pensões", declarou, lembrando que o Governo socialista fez o contrário, repondo rendimentos nos salários e pensões.

O líder socialista referiu ainda que Portugal está a crescer mais do que a União europeia e que vai ter, em 2017, "o maior crescimento desde o início do século".

"Graças a esse crescimento, temos vindo a cumprir a nossa principal meta: emprego, emprego, emprego", afirmou, vincando que "não se trata de emprego precário, mas contratos definitivos com mais e melhor qualidade de vida".

António Costa afirmou ainda que a "população ativa está a aumentar e os jovens a deixarem de emigrar", considerando que "hoje há mais gente disponível para trabalhar porque está a acreditar que vai ter futuro e trabalho em Portugal".

O líder socialista prometeu continuar "a estratégia de redução do défice para reduzir a dívida" e "melhorar as condições de vida dos portugueses e portuguesas".

"Para continuar este caminho, nós precisamos de todos e destes territórios como Bragança, que ao longo dos anos nos habituámos a chamar de terras do Interior", continuou.

Em Bragança, o comício socialista de apoio à candidatura de Carlos Guerra contou com uma comitiva do PSOE da província espanhola de Zamora.

António Costa lembrou a posição de Bragança junto à fronteira com Espanha, "que alarga o mercado de 10 para 60 milhões de pessoas".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?