Costa: "O nosso plano é o plano A, é só o plano A e não há plano B"

Entre a bola e o brexit, primeiro-ministro diz que talvez não se tenha reparado que Portugal teve "o melhor défice desde 2008". E questionou o "plano B da direita".

António Costa questionou esta segunda-feira qual é o "plano B da direita" depois de afirmar que Portugal registou no primeiro trimestre deste ano "o melhor défice desde 2008". Com isto, sublinhou o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, "o nosso plano é o plano A, é só o plano A e não há plano B".

Falando na abertura oficial das jornadas parlamentares do PS, que se realizam até terça-feira em Ponta Delgada (São Miguel), Costa recordou que "a direita dizia" que "era impossível começar a virar a página da austeridade sem que isso conduzisse a um aumento generalizado do défice e a um falhanço na gestão das contas públicas". Para argumentar que os números divulgados na última sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) contam outra história.

"Bem sei que a sexta-feira passada foi um dia cheio de notícias", notou o líder socialista, "entre os festejos pelo sucesso de Portugal no Euro e os insucessos da União Europeia no Reino Unido". Por isso "talvez nem todos tenham dado a devida atenção à informação" publicada pelo INE "sobre o défice no primeiro trimestre". E entre a bola e o brexit, o que o INE disse, defendeu Costa, é que Portugal teve "no primeiro trimestre deste ano o melhor défice desde 2008". Mais: "Se descontarmos as medidas extraordinárias tivemos o melhor défice desde 2002", contabilizou o secretário-geral do PS.

Com estes dados na mão, Costa foi lapidar: "O nosso plano é o plano A. É só o plano A e não há plano B." Para o primeiro-ministro (que apresentou mais exemplos do que "dizia a direita" sobre este governo) "a direita errou no défice, a direita errou no investimento, a direita errou nas importações, a direita errou no desequilíbrio da balança comercial", pelo que "agora é altura de perguntarmos e qual é o plano B da direita".

Costa concluiu que "a direita não tem plano B". "Só tinha como âmbito o azedume, como objetivo a vingança e como o sonho o falhanço do país. Agora não tem medidas adicionais nem tem plano B para apresentar ao país", atirou.

Com as eleições regionais nos Açores num horizonte próximo, António Costa rematou a sua intervenção dizendo que a atual "governação do PS nos Açores é um modelo e um exemplo para todos" - "e é uma motivação para mim".

Para concluir, com um sorriso rasgado e otimista, explicou a sua motivação: "Estou muito satisfeito de ter tido no primeiro trimestre o melhor défice desde 2008, ou mesmo desde 2002 sem medidas extraordinárias. Estou muito contente de termos conseguido reduzir de 5,5 para 3,2 o défice do último trimestre da direita para o nosso primeiro trimestre. Estou muito contente de estarmos a conseguir cumprir os nossos objetivos sem plano B nem medidas adicionais. Mas sei que nos falta muito para alcançar os resultados do défice dos Açores porque esses é que são muito difíceis de atingir."

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