Costa. O "babush" de Goa que regressa à terra da família

António Costa revisita, como primeiro-ministro, as raízes familiares. Em Goa, o primeiro-ministro não escondeu aos jornalistas a satisfação por poder revisitar locais da história da família

António Costa está finalmente em Goa e não esconde a satisfação por estar na terra do pai. "Há limites para a desumanização do primeiro-ministro", afirmou aos jornalistas à margem de uma visita ao palácio da governadora deste estado indiano, antiga moradia dos governadores-gerais portugueses que lideravam a região até 1961, data em que a União Indiana as tomou.

Costa explica que não vinha a Goa "há 22 anos, e é sempre uma experiência interessante rever os sítios que se conheceram e ver a grande transformação que a Índia tem tido e ver com outros olhos, e noutras funções, o futuro da nossa relação com Goa".

As perguntas não podiam deixar de passar pela relação pessoal do chefe de governo com esta região, que passa muito pela relação com o pai e sobre o que Orlando Costa lhe ensinou acerca da cultura local: "aprendi muitas coisas com o meu pai", explica, enumerando "desde os viddis, que são uns cigarros únicos que se fumam aqui e que têm um cheiro maravilhoso (não estou a fazer a promoção do fumo), ou a cozinha indiana".

Palavras é que sabe poucas: "só aprendi duas", revela. E ambas serviam para designar os filhos: "o meu pai tratava-me a mim por babush e por babló o meu irmão".

("Babush" é um termo que se usa para designar crianças, semelhante ao português "miúdo" ou "puto", e "babló" tem o mesmo significado mas aplica-se a bebés ou crianças muito jovens).

O termo é nesta quarta-feira usado na edição estadual do "Times of India", um dos mais importantes jornais da região, que lhe dedica vários artigos. Os títulos não deixam margem para dúvidas acerca da importância que na Índia se dá a esta visita: "o "babush" de Portugal regressa à terra do pai" ou "O filho do Oriente que se destacou no Ocidente" são dois deles.

Nesta quinta-feira Costa vai poder passear pela cidade velha de Goa, mas mesmo perante os pedidos dos jornalistas para acompanharem essa visita, o chefe de executivo prefere mantê-la privada: "Se vocês forem, não posso ver o que quero ver", explicou.

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