Costa garante défice abaixo da meta europeia de 2,5%

"Pela primeira vez teremos o nosso défice orçamental a cumprir as regras da União Europeia", disse o primeiro-ministro

O primeiro-ministro enquadrou hoje a promulgação pelo Presidente da República do Orçamento do Estado para 2017 entre os fatores de estabilidade política e garantiu que o défice este ano ficará abaixo de 2,5%, a meta europeia.

António Costa falava perante os membros do Conselho da Diáspora das Comunidades Portuguesas, em São Bento, num discurso em que também adiantou que as exportações nacionais vão crescer seis por cento em 2016.

"Pela primeira vez teremos o nosso défice orçamental a cumprir as regras da União Europeia. Agora, que já faltam poucos dias para o final do ano, já podemos dizer com tranquilidade e segurança que o défice ficará mesmo abaixo dos 2,5%, o limite que tinha sido fixado pela Comissão Europeia. Ficaremos abaixo, com conforto, dos 2,5%", vincou o líder do executivo.

Tendo ao seu lado o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o presidente honorário do Conselho da Diáspora das Comunidades Portuguesas, o empresário Filipe Button, António Costa referiu-se também à decisão hoje anunciada pelo chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, de promulgar o Orçamento do Estado para 2017.

"Somos um país que goza de saudável estabilidade política. Ainda hoje o senhor Presidente da República promulgou o Orçamento para 2017, o que significa que até metade da legislatura a política orçamental está definida, aprovada e estabilizada. Portanto, com serenidade, vamos executando esta transição política", completou o primeiro-ministro.

Perante os membros do Conselho da Diáspora das Comunidades Portuguesas, o primeiro-ministro sustentou que 2016 "foi um ano de viragem económica em Portugal", além de o país ter registado sucessos internacionais no desporto (Euro de França em Futebol) e políticos (eleição de António Guterres para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas).

Para 2017, o primeiro-ministro disse ser objetivo do Governo proceder a uma redução progressiva da dívida, "que todos sabem que é elevada", e adiantou que, apesar das dificuldades com que o país se deparou em alguns mercados internacionais em recessão, mesmo assim, as exportações vão crescer cerca de seis por cento este ano.

"Felizmente as nossas exportações têm encontrado novos caminhos e vão crescer mais de seis por cento. Como nas últimas duas décadas todos os anos as exportações têm crescido, isto significa que, cada ano em que se cresce, é o mesmo que subir a parte mais difícil da montanha", advogou.

Ainda sobre a evolução do país no plano económico, o líder do executivo disse que várias empresas estrangeiras localizadas em Portugal "estão a anunciar planos de expansão" e que outras firmas, ainda não instaladas no país, têm manifestado o interesse de investir no mercado nacional.

"Somos um dos cinco países considerados mais seguros a nível mundial, o que nos enche de orgulho, mas também de preocupação com o que acontece pelo mundo fora. Tudo isto cria condições para reforçar a confiança na economia portuguesa e na sua capacidade de enfrentar os desafios do futuro", afirmou ainda António Costa.

De acordo com o primeiro-ministro, num mundo rodeado por incertezas, "a estabilidade é um fator essencial para a confiança no investimento e para que o país se concentre no essencial: A execução do Programa Nacional de Reformas para resolver os problemas estruturais de Portugal".

"Por isso, neste momento de viragem, mais do que nunca é importante mobilizar a nossa diáspora, não só para a motivar em relação a Portugal, mas também porque é um excecional canal de transmissão para as diferentes comunidades em que se inserem sobre aquilo que é a realidade efetiva do país", acrescentou o líder do executivo perante cerca de três dezenas de membros do Conselho da Diáspora das Comunidades Portugueses.

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