Costa colocou "Maria de Lurdes Rodrigues mais próxima do PSD do que do atual governo"

PSD acusa PS de ter política "retrógrada" na educação e a, a nível económico, de seguir "internacional syrizista".

O primeiro vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, disse esta noite durante o Conselho Nacional do PSD que a política "retrógrada" que o executivo PS tem seguido na educação "torna Marçal Grilo e Maria de Lurdes Rodrigues mais próximos do PSD do que do atual governo".

Jorge Moreira da Silva referia-se ao fim de uma parte significativa do financiamento para os contratos de associação, questão que tem marcado o debate político nas últimas semanas. O dirigente social-democrata disse ainda que a atual visão para a educação atira o país para antes da primeira revisão constitucional. "Há muito tempo que desapareceu [em Portugal] a ideia de que o serviço público se confunde com serviço estatal", atirou Moreira da Silva.

Em conferência de imprensa, o vice-presidente do PSD acusou o PS de fazer parte de um "internacional syrizista", com uma política orçamental "irresponsável", uma política económica "anacrónica" e uma política social "ideológica". Moreira da Silva comparou várias vezes Portugal à Grécia.

O dirigente social-democrata acusou o Governo do PS de estar em "campanha eleitoral" e de ter destruído todos os bons indicadores que o anterior executivo tinha conquistado para a economia portuguesa.

Num cenário negro, Moreira da Silva enumerou sinais negativos como a "redução das exportações em 3,9%", destacou que "o investimento parou" e falou ainda da quebra da "confiança dos investidores". Lembrou ainda que quando o governo PSD/CDS terminou as suas funções, o país "crescia acima da média europeia" e agora só cresce acima da Grécia.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.