Corrupção nas messes da Força Aérea: Major passa para prisão domiciliária

Esquema fraudulento, ainda de acordo com a PJ, terá lesado o Estado em cerca de 10 milhões de euros, segundo uma projeção da PJ

Um dos detidos a 3 de novembro de 2016 no âmbito de uma investigação a um alegado esquema de corrupção nas messes da Força Aérea e que estava em prisão preventiva passa a ficar em prisão domiciliária, avança a SIC Notícias.

Em causa está a Operação Zeus, que investiga um esquema de corrupção nas messes da Força Aérea (FA) que terá lesado o Estado em dez milhões de euros nos últimos anos, segundo uma conclusão preliminar da PJ, que a 3 de novembro do ano passado deteve seis militares por suspeitas de corrupção e falsificação de documentos: um major, dois capitães e três sargentos do ramo. Outras 40 pessoas - entre militares e civis (empresários) - foram constituídas arguidas. O esquema passaria pela faturação de quantidades de alimentos três vezes superiores ao efetivamente fornecido, sendo "a diferença [...] dividida pelos elementos envolvidos", disse então a Procuradoria-Geral da República (PGR).

No início de dezembro, o major detido pediu para ser novamente interrogado pelo Ministério Público. Depois de se ter remetido ao silêncio quando foi sujeito a primeiro interrogatório judicial após ter sido detido, este oficial da Força Aérea resolveu prestar declarações ao procurador titular do processo.

O objetivo do interrogatório, segundo uma fonte citada pela agência Lusa, é que o magistrado do Ministério Público promova uma alteração da medida de coação junto do juiz de instrução criminal. Do depoimento, a mesma fonte admitiu que poderiam resultar "novos elementos de prova" suscetíveis de "mudar radicalmente a investigação".

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