Correia de Campos chumbado como presidente do CES

Ex-ministro socialista teve apenas 105 votos e precisava de dois terços dos votantes

O ex-ministro socialista Correia de Campos foi chumbado para presidente do Conselho Económico Social (CES). O antigo governante necessitava de dois terços dos votos e teve apenas 105 votos em 221 Votantes (num universo de 230 deputados.

Além dos 105 votos a favor de Correia de Campos, foram registados 93 votos em branco e 23 nulos. Para ser eleito, precisava dos votos favoráveis de dois terços dos deputados presentes - o que no caso seriam 147 votos a favor. Ficou bastante aquém, sabendo-se, além do mais, que o PSD e o PS - os dois partidos que acordaram entre si o nome de Correia de Campos - perfazem ao todo 175 votos (89 para o PSD e 86 para o PS).

Todos os restantes órgãos externos foram eleitos sem surpresas, incluindo os juízes para o Tribunal Constitucional, a Entidade de Fiscalização do Segredo de Estado e membros do Conselho Superior de Magistratura. Os novos juízes-conselheiros foram eleitos com 162 votos a favor, 43 brancos e 16 nulos.

Após meses de impasse, na sexta-feira passada o PSD e PS chegaram a um acordo para que o socialista Correia de Campos sucedesse a Luís Filipe Pereira (também antigo ministro da Saúde, mas dos executivos de Durão Barroso, PSD/CDS) no cargo de presidente do CES.

Como contrapartida, o PS comprometeu-se a aceitar uma proposta do PSD quando se colocar a questão da substituição do provedor de Justiça em 2017.

Reagindo ao fracasso na eleição de Correia de Campos, Luís Montenegro, chefe da bancada do PSD, garantiu que para o seu partido mantém-se "intacto" o acordo com o PS. Ou seja: os socialistas indicarão o nome que depois o Parlamento votará para presidente do CES e o PSD indicará o nome que os deputados votarão para Provedor de Justiça.

Com Lusa

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