Condenados a 24 e 20 anos de prisão homicidas de taxista

Crime ocorreu a 1 de maio de 2017

O tribunal de Santarém condenou hoje os dois homens acusados do homicídio de um taxista do Entroncamento, ocorrido em 1 de maio de 2017, a 24 anos e 20 anos de prisão, considerando a sua conduta "perversamente desmesurada".

A juíza Raquel Rolo considerou, na leitura do acórdão, "perversamente desmesurada" a conduta dos dois arguidos, Américo Lopes, condenado a 24 anos de prisão, e Luís Peixoto, condenado a 20 anos de prisão, para com António Pedro, o taxista que sequestraram, roubaram, mataram e profanaram o cadáver, na sequência de uma série de crimes iniciados uns dias antes.

Américo Lopes, com um longo historial de crimes e cumprimento de penas que a juíza frisou não terem "servido de nada", foi condenado pela prática de nove crimes -- quatro por roubo qualificado, um deles na forma tentada, um por extorsão na forma tentada, dois por sequestro, um por homicídio qualificado (o mais grave, com uma pena de 20 anos de prisão) e um por profanação de cadáver -, que culminaram numa pena única de 24 anos de prisão.

Luís Peixoto, que não tinha antecedentes criminais, foi condenado pela prática de oito crimes -- dois por roubo qualificado, dois por sequestro, um por homicídio qualificado (17 anos), um por profanação de cadáver e dois por condução sem habilitação legal -, num cúmulo de 20 anos de prisão.

Na dúvida, o tribunal absolveu este arguido da prática de um crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência.

Os dois foram ainda condenados ao pagamento de uma indemnização civil à viúva e ao filho de António Pedro num total de 121,7 mil euros.

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