Com passivo de 22 milhões, PS pede a dirigentes que paguem despesas correntes

O presidente da distrital do Porto assumiu que isso acontece

Com um passivo de 21,6 milhões de euros, segundo o último balanço entregue ao Tribunal Constitucional, a situação financeira do PS está a obrigar o partido a pedir aos dirigentes para pagarem do seu bolso algumas despesas correntes, sob a forma de contribuições.

A notícia é avançada pelo JN, que diz que as concelhias de Coimbra, Setúbal e Porto têm o maior número de casos. Ao jornal, o presidente da distrital do Porto assumiu que isso acontece. "Não se tratar de uma imposição unilateral. Ao propor-se a secretários-coordenadores que assumam essas despesas como contribuições é uma forma completamente transparente de regularizar as situações que existem", explica o o antigo secretário de Estado.

Em abril do ano passado o Expresso noticiava que há meses que uma boa parte das secções do PS não recebiam as verbas que lhes eram devidas, pelo que enfrentavam dificuldades para fazer face a despesas correntes, como o pagamento de rendas, água ou luz.

O PS aumentou o passivo em cerca de três milhões de euros de 2014 para 2015. O balanço anual correspondente ao ano passado indica que o total do ativo é de 15,4 milhões de euros, face a um passivo de 21,6 milhões de euros, o que representa capitais próprios de cerca de seis milhões de euros negativos.

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