Colégio de Leiria diz que não foi notificado da inspeção

Colégio Conciliar de Maria Imaculada está a ser alvo de "processo de averiguações" devido a denúncias de possíveis pressões sobre os alunos para participarem em protestos

O Colégio Conciliar de Maria Imaculada, de Leiria, um de dois estabelecimentos em relação aos quais o Ministério da Educação confirmou ao DN terem sido instaurados "processos de averiguações" pela Inspeção Geral da Educação e da Ciência (IGEC), emitiu um "esclarecimento" onde afirma desconhecer as diligências de que é alvo.

"Até à data, o Colégio não foi notificado nem pela IGEC nem por qualquer outra estrutura do Ministério da Educação", diz a nota divulgada pelo estabelecimento.

Refira-se que a IGEC não tem por hábito notificar previamente estabelecimentos alvo de averiguações. De resto, na resposta enviada pelo ministério ao DN, no sábado, foi deliberadamente omitido o nome de um segundo colégio alvo do mesmo procedimento, precisamente por motivos relacionados com a investigação.

O colégio conciliar acrescenta que também não tem informações sobre o descontentamento de encarregados de educação devido ao envolvimento dos alunos nos protestos contra os cortes nos contratos de associação. .

"Nem a direção do Colégio nem a direção da Associação de Pais receberam qualquer queixa de pais sobre manipulação ou "instrumentalização" de alunos no respeitante a atividades levadas a cabo pelo núcleo de ação do Colégio do Movimento Defesa da Escola Ponto. Pelo contrário, houve mensagens de apoio e muita adesão à luta travada pelas escolas com contrato de associação".

O termo "instrumentalizados" foi referido em depoimentos atribuídos a encarregados de educação numa reportagem publicada pelo Jornal de Leiria, no dia 26 de maio, da qual o DN deu conta na notícia publicada este domingo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.