Cinco presos por roubo violento

Uma prostituta e quatro homens são suspeitos de terem agredido um cliente. Andavam fugidos há dois meses. Judiciária prendeu-os hoje.

A Polícia Judiciária prendeu hoje cinco pessoas suspeitas de estarem envolvidas num roubo violento. Em causa estão uma prostituta e quatro amigos deste que, em finais de 2011, terão usado de violência física para assaltar um cliente. Este terá sido atraído pelos serviços da mulher mas, subitamente, terá sido rodeado por quatro homens que o agrediram e roubaram.

Os cinco detidos, desparecidos há dois meses, foram, ainda hoje, presentes a um juiz de instrução criminal, que lhes aplicou a prisão preventiva. O processo corre na Unidade de Combate ao Crime Violento do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?