Cinco padres entre os mais de dez mil enganados em falso peditório

Um casal e um funcionário público reformado de Famalicão estão acusados de burla qualificada e falsificação

Um casal e um funcionário público reformado, todos de Famalicão, conseguiram extorquir mais de 300 mil euros a cerca de dez mil vítimas, recorrendo a um esquema de angariação de fundos supostamente destinados a apoiar crianças doentes. Estão acusados pelo Ministério Público dos crimes de burla qualificada e falsificação, e o casal está em prisão preventiva, enquanto o cúmplice permanece em liberdade, obrigado a apresentações periódicas, revela hoje o JN.

Entre as pessoas burladas, há cinco padres da região Norte do país. Um deles, contactado pelo JN, admitiu que não sabia sequer ter sido enganado. " Telefonavam-me e depois era sempre o mesmo homem que vinha recolher o dinheiro", contou ao JN sob anonimato.

Tudo começou em 2009, quando os agora acusados iniciaram a operação em nome de uma entidade que criaram para o efeito: a Glória sem Barreiras, Associação de Ação Social, supostamente destinada a apoiar crianças doentes mas que era do que apenas uma fachada.
As vítimas eram contactadas pelo telefone, acediam a fazer o donativo e recebiam depois a visita de um dos homens para a recolha do dinheiro.

A PSP de Famalicão desmontou o esquema em junho do ano passado.

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