Chefes militares oferecem uma espada de cada ramo a Cavaco Silva

Presidente da República distinguido pela "permanente preocupação com as condições para o exercício de comando" dos chefes militares

O Chefe do Estado cessante e Comandante Supremo das Forças Armadas recebeu esta quarta-feira, em Lisboa, o símbolo de comando dos ramos militares "como reconhecimento e todo o apreço" dos chefes militares no final do seu mandato.

A espada da Marinha, a do Exército e a da Força Aérea foram entregues a Cavaco Silva pelos respetivos chefes de Estado-Maior numa cerimónia realizada no Instituto Universitário Militar (IUM), em Pedrouços (Algés).

Cavaco Silva "sempre expressou especial interesse e preocupação com a manutenção das condições indispensáveis ao exercício do comando por parte dos chefes militares e, consequentemente, de toda a cadeia de comando, valorizando a carreira militar e o respeito pela sua especificidade", afirmou o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Pina Monteiro.

Pina Monteiro assegurou depois que "a unidade, disciplina e respeito institucional continuarão a nortear a postura das Forças Armadas e dos seus militares, no seio do Estado democrático". Assim, "responsabilizamo-nos por continuar a ser parte ativa na prossecução do apoio aos cidadãos e autoridades nacionais", frisou.

O CEMGFA lembrou ainda o passado militar de Cavaco Silva, desde a incorporação em 1962 à ida para Moçambique - "onde lhe foram reconhecidas, em público louvor, a sua capacidade de trabalho, correção, inteligência e dotes de caráter" - e até passar à disponibilidade em 1965.

Pina Monteiro destacou em particular a decisão de Cavaco Silva, no início do seu primeiro mandato, de associar as Forças Armadas às comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas - e que também é o "Dia da Pátria", assinalou o CEMGFA.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.