Cerca de 2.500 militares da GNR vão progredir na carreira a partir de abril

Este número correspondente ao efetivo da GNR que não teve qualquer tipo de promoção entre 2011 e 2017, período em que as carreiras estiveram congeladas

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) revelou esta sexta-feira que cerca de 2.500 militares da Guarda Nacional Republicana vão ser promovidos e ter as carreiras descongeladas a partir de abril.

Os dirigentes da APG tiveram esta tarde uma reunião com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, sobre o descongelamento das carreiras dos militares da corporação.

No final do encontro, o presidente da APG, César Nogueira, disse à Lusa que 1.335 militares vão ter as carreiras descongeladas em abril, sendo este número correspondente ao efetivo da GNR que não teve qualquer tipo de promoção entre 2011 e 2017, período em que as carreiras estiveram congeladas.

Os restantes 1.124 militares alvo de atualizações salariais a partir de abril são aqueles que vão ser promovidos, adiantou César Nogueira, realçando que se trata de promoções relativas ao ano de 2016.

O presidente da APG explicou que 581 promoções já foram concretizadas e as restantes 543 vão ser publicadas "nas próximas semanas", segundo garantiu hoje na reunião o ministro Eduardo Cabrita.

O presidente da maior associação socioprofissional da GNR sublinhou que faltam ainda realizar as promoções referentes a 2017, que abrangem 2.930 militares.

Em relação ao efetivo da GNR que pode progredir na carreira depois da contagem do tempo de serviço que esteve congelado, César Nogueira disse que o desbloqueamento vai ser feito até 2020.

Outro dos assuntos abordados na reunião com o ministro foi os dias de férias, tendo em conta que ainda não foi regulamentado o sistema de avaliação.

Com a entrada em vigor do novo estatuto profissional da GNR, em maio de 2017, os militares ficaram com menos três dias de férias que podem ser devolvidos caso obtenham uma boa avaliação, no entanto o sistema de avaliação ainda não foi regulamentado.

De acordo com o presidente da APG, Eduardo Cabrita indicou que deu instruções ao comando-geral da GNR para que, este ano, se mantenham os 25 dias de férias.

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