Cerca de mil controladores aéreos vão disputar torneio de futebol

Os jogos vão ter lugar no Estádio Universitário entre os dias 28 de maio e 01 de junho, das 09:00 às 18:00. Nos quatro dias da competição vão ser realizados 184 encontros

A 51.ª edição da "European Controllers Cup" (ECC) vai decorrer no Estádio Universitário de Lisboa, de 28 de maio a 01 de junho, e o torneio conta com cerca de 1.000 controladores aéreos, distribuídos por 48 equipas.

A competição vai trazer a Lisboa "cerca de 1.000 controladores de tráfego aéreo, inseridos em 48 equipas", de acordo com a organização do evento.

O presidente da comissão organizadora do ECC 2018, Vergílio Belo, explicou à agência Lusa que o objetivo é "tentar recriar o espírito do ECC".

Vergílio Belo esclareceu que quando o torneio surgiu na década de 1960 foi equacionado para, "perante uma profissão de tanto desgaste, uma profissão tão stressante", arranjar uma semana "onde controladores aéreos de várias nacionalidades se encontrassem sob o pretexto de um torneio de futebol", para reforçar "os laços de amizade e profissionais".

"Lidando com culturas diferentes, aprendemos lições e conseguimos partilhá-las entre nós, garantindo a segurança", referiu.

Portugal é o país anfitrião do torneio pela terceira vez.

"Foi organizado em 1991, pelos controladores de tráfego aéreo de Lisboa, que é a [equipa] 'Lisboa Radar Team', e foi organizado em 1998 pela equipa dos controladores de Faro e Santa Maria. Agora, em 2018, vai voltar a ser a equipa de Lisboa a organizar", elucidou o presidente da comissão organizadora do torneio.

Apesar de o evento ser europeu, há três equipas norte-americanas: Nova Iorque, Seattle e Filadélfia.

Vergílio Belo explicou à Lusa que "Nova Iorque entrou em 1998 [quando a equipa de Faro e Santa Maria organizou a competição]", por ser uma "das áreas adjacentes" à área coberta pelos controladores de Faro e Santa Maria, que é "o maior controlador aéreo do Atlântico Norte e passa o dia inteiro a fazer coordenação para a área de Nova Iorque".

"Eles manifestaram interesse em juntar-se a esse evento e desde essa altura que fazem parte do torneio", vincou.

A organização do ECC 2018 acredita ainda que o torneio pode ser "um bom investimento na economia" da cidade de Lisboa, uma vez que os participantes vão ter gastos, entre outros, em alojamento -- os controladores que vão participar no torneio vão estar distribuídos por 11 hotéis da capital --, alimentação e transportes.

Os jogos vão decorrer nos seis campos de futebol do Estádio Universitário de Lisboa e vão ser disputados 184 encontros entre as 09:00 e as 18:00, durante os quatro dias de competição.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.