CDS-PP: "Modelo que trouxe progresso não pode ser posto em risco"

O CDS-PP considerou hoje que o modelo que "trouxe progresso à Europa nas últimas décadas não pode ser posto em risco em Portugal", referindo que o Governo PS "depende" de uma Esquerda que "não defende muitos destes valores".

Numa reação à mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que afirmou que se vive um tempo de incerteza e que deve ser defendido o modelo político, económico e social que vigorou nas últimas décadas, o vice-presidente dos centristas, Nuno Melo, aproveitou para analisar o atual Governo do PS.

"O Presidente da República vincou a defesa do modelo político económico e social que trouxe progresso à Europa. Foram as empresas, a concertação social, foi o aprofundamento da economia de mercado que fizeram o progresso da Europa, não foi a utopia, o isolamento ou o coletivismo ou a desordem", disse Nuno Melo.

O dirigente do CDS-PP salientou ser "conveniente" recordar que a "esquerda à esquerda do PS, que por sinal governa em minoria, não defende muitos destes valores europeus".

Referindo-se a partidos como o PCP e o Bloco de Esquerda, Nuno Melo enumerou que "essa esquerda rejeita o euro, o Tratado Orçamental, as virtudes da economia social de mercado, a NATO".

"E até por isso, e porque o Partido Socialista é que governa mas depende desta esquerda que rejeita tudo isto, há muita importância nesta nota. De facto, o modelo politico e económico e social que trouxe progresso à Europa nas últimas décadas não pode ser posto em risco também em Portugal", vincou o também eurodeputado.

Nuno Melo destacou também a nota da Cavaco Silva sobre "o Portugal real", falando do "Portugal dos empresários, dos empreendedores, dos inovadores, dos cientistas".

"O Portugal que muitas vezes não tem voz e que normalmente não é tido em conta numa utopia à esquerda que acha que o país se faz de proclamações revolucionárias", disse.

O dirigente do CDS-PP concluiu com a garantia de que "em 2016, o CDS assegurará um combate político firme que defende os valores europeus, que defende a responsabilidade intergeracional, a economia de mercado, a iniciativa privada", mantendo-se "o partido interventivo que tem sido".

Na sua última mensagem de Ano Novo como chefe de Estado, Cavaco Silva considerou que a sociedade civil portuguesa "tem por adquiridos os princípios da liberdade e da democracia, identifica-se com os valores civilizacionais do Ocidente e com o modelo de desenvolvimento económico e social da Europa".

O Presidente da República elogiou "o país real" que disse ter conhecido de perto nos últimos dez anos, mas que considerou ser desconhecido por muitos políticos e subvalorizado, e declarou-se confiante na "ambição patriótica" dos portugueses.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.