Melo diz que "pactos com este PS" seriam "pactos com o Belzebú"

Também Telmo Correia afirmara que Costa já tem parceiros que cheguem

O vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo defendeu hoje que "pactos com este PS", nunca "nesta vida seriam pactos de regime", mas "pactos com o Belzebú".

"Pactos com este PS, de mão dada com o PCP e o Bloco, nunca nesta vida seriam pactos de regime, seriam, quanto muito, pactos com o Belzebú, e para esses nós não estamos cá. E, se no final, só sobrarmos nós aqui e no parlamento a fazer oposição ao PS, assim seja. Seremos nós e continuaremos eficazes, como até hoje", defendeu Nuno Melo perante o 27.º Congresso do CDS-PP.

Antes, Telmo Correia defendia que o primeiro-ministro já tem parceiros que cheguem: "Oferecer mais parcerias a António Costa é como vender caloríficos para o deserto, ele não precisa".

O vice-presidente centrista, anunciado como recandidato ao Parlamento Europeu, defendeu igualmente que os centristas não disputam o "espaço político do PSD", mas "para crescer" e que "os votos não têm dono".

Melo saudou o ex-líder do PSD, Pedro Passo Coelho, mas também o atual presidente social-democrata, Rui Rio, no que foi aplaudido pelo Congresso, mas uma das maiores ovações aconteceu quando criticou a deputada do BE Joana Mortágua, por um comentário acerca do Cristo Rei, em Almada.

"Uma dirigente do BE escreveu no 'Twitter', que é um espaço muito interessante, como gosta muito quando atravessa a ponte de não conseguir ver Jesus Cristo em Almada. Eu queria, basicamente, ao BE, gostaria de deixar toda a nossa caridade cristã, toda a nossa caridade cristã", começou por dizer.

"Mas para o BE também todo o nosso combate político, porque o BE significa a tentativa de destruir tudo aquilo em que nós acreditamos, inclusivamente pela falta de respeito por aquilo que devia ser afastado, por decência, do essencial do debate político. Com a religião não se brinca, com a fé dos outros não se brinca", defendeu, levando o Congresso a um prolongado aplauso de pé.

A deputada e vereadora em Almada escreveu na rede social Instagram, citada pelo Correio da Manhã: "Não sei se isto é politicamente incorreto, mas gosto quando não se vê o cristo #almada". Esta foi a legenda escolhida por Joana Mortágua para acompanhar uma imagem em que o monumento foi ocultado por nuvens e chuva.

Posteriormente, a deputada apagou o comentário, mas manteve a fotografia e esclareceu: "Isto foi em tempos uma piada, retirada por algumas pessoas se terem sentido ofendidas, o que não era o objetivo, fica a foto da ponte que eu gosto".

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Anselmo Borges

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