CDS será o primeiro a anunciar cabeça de lista para as europeias: Nuno Melo

Sem surpresas, o eurodeputado centrista volta a protagonizar a lista do CDS para as eleições europeias. O anúncio será feito por Assunção Cristas, no 27º congresso que se está a realizar em Lamego

Eurodeputado desde 2009, João Nuno Lacerda Teixeira de Melo - conhecido por Nuno Melo - será o cabeça de lista do CDS às eleições europeias que de realizam em 2019. O CDS antecipa-se assim aos outros partidos que ainda não anunciaram os seus candidatos. Nas eleições europeias de há quatro anos, recorde-se, o CDS concorreu em listas conjuntas com o PSD e Nuno Melo era o quarto nome.

Apesar do anúncio ainda não ter sido feito oficialmente, João Almeida, o porta-voz, reconheceu ao DN que Nuno Melo é um candidato "natural" ao Parlamento Europeu. "Se se perguntar a qualquer pessoa pelo nome de um eurodeputado o nome de Nuno Melo é o que vem logo à cabeça. Ele é o eurodeputado por natureza", sublinha.

Nuno Melo tem 52 anos, é advogado e natural de Vila Nova de Famalicão. Chegou a ser falado para presidente do CDS, quando Paulo Portas saiu, mas acabou por apoiar e se aliar a Assunção Cristas sendo agora o seu primeiro vice-presidente.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.